segunda-feira, junho 17, 2013

Pingo-Doce, Continente, Criminalidade no Hipermercado

Depois de quatro tiros num parque de estacionamento de um Pingo-Doce, é uma rapariga que é regada com gasolina e ateada em chamas.

Duas situações que nos levam a pensar… O que acontecerá hoje no Jumbo? E se efetivamente estamos seguros num centro comercial?

A primeira questão nem sei mesmo se quero pensar em possíveis eventos, mas quanto à segunda a resposta é simples. Não. Nós neste momento não estamos seguros em lado nenhum. A policia é ineficiente por causa de leis que prejudicam a ação da mesma, beneficiando sempre os criminosos.

Hoje a policia não pode usar força, não pode usar armas, não pode usar intimidação… Hoje a policia não pode nada, entregando todo o poder aos criminosos. Não existe um medo dissuasor com que as pessoas contraponham o crime que sentem tentação por cometer. Ou seja, ninguém tem medo da autoridade, nem da justiça, nem do castigo.

Deixo a pergunta a quem quiser debater….

Qual seria a melhor alteração à lei, de modo a introduzir um factor dissuasor, de modo a baixar a criminalidade corrente?

 

Cumprimentos a todos.

It’s Alive!

Bom, já passou mais de um ano depois do meu ultimo post… Mas cá estou eu… Sempre vivo e a mexer… Ou quase…

No ultimo ano muito se passou, muito aconteceu… Tempos conturbados….

Mas estou de volta e vou recomeçar a conquista deste espaço e talvez tornar os meus posts mais frequentes. Agradeço a todos os que me seguem, que não são muitos, mas são bons, e espero que novos seguidores apareçam.

Não só escrevo este blog para mim, como escrevo para vocês.

Um abraço a todos.

 

IMG_20130613_154326Fica aqui uma foto da Praia para abrir o apetite para as férias.

sexta-feira, julho 06, 2012

Ligações 4G… Como aliciar um cliente com um plano falsamente ilimitado…

 

Ena, há já algum tempo que eu não escrevia aqui… Mas vou deixar uma história interessante sobre o 4G…

Eu sou assinante do plano ilimitado do produto "4G" da TMN. O que acontece é que, este plano leva um (*) que indica que está regulado com uma "Política de Uso Responsável".

A "Política de Uso Responsável", disponibilizada no Site da TMN (mas não nas publicidades), diz que:

 

31. As velocidades de Internet associadas a cada tarifário são as velocidades máximas para utilização pelo cliente, de acordo com as características do serviço. As velocidades de download e de upload poderão variar em função do tipo de ligação utilizada; configuração do computador, aplicações que em cada momento o cliente execute; congestionamento de tráfego na Internet; bem como o desempenho e velocidade de acesso dos servidores onde estão alojados os sites e conteúdos que pretende aceder. Para garantir uma elevada qualidade de serviço a todos os clientes, sempre que a tmn verifique a ocorrência de situações suscetíveis de ter impacto negativo no nível de qualidade dos serviços prestados sobre a rede poderá aplicar uma política de utilização responsável a todos os clientes que excedam quinze GB de utilização no decurso de um mês, reduzindo a sua velocidade até ao final desse mês para cento e vinte e oito kbps.

 

Inquiri a PT, e tendo em conta a interpretação que dão à política, em que medida o limite de trafego de 15 GB (absolutos) , efectuados over-time, poderá influenciar a qualidade de serviço para os outros utilizadores. Uma vez que, geralmente o QOS é influenciado pelo débito (leia-se velocidade instantânea obtida em download) e não pela quantidade obtida ao longo do tempo, gostaria de perceber a "mecânica" desta política, mas ainda não obtive resposta.

Tendo em conta as velocidades que eles disponibilizam, eu aderi ao produto para substituir um "SAPO ADSL" que só consegue 1,5 Mbps de velocidade, e que tem um plano ilimitado na adesão à factura electrónica e débito direto em conta.

O meu problema é que para além do portátil, temos 2 outros computadores e uma Playstation 3. Todos eles recebem atualizações via internet (Windows e SO da PS3) como também faço Download de jogos que adquiro tanto no serviço Steam (PC) como Playstation Store (PS3) Todos os jogos costumam receber updates frequentes, para além do próprio peso dos mesmos nos download na compra, somam ao trafego que faço.

O que acontece é que, se disponibilizam o serviço, é para ser usado, especialmente devido à velocidade atingida do plano contratado (50Mbps).

Mas, a matemática aqui torna-se simplista e demonstra que, em condições ótimas do serviço, e estando a descarregar um ou dois jogos da PS3 (que medeiam os 4GB) e um ou dois para PC, mais updates do Windows, por exemplo, o trafego esgota-se em 40 minutos.

 

Ou seja,

Velocidade: 50Mbps - > Convertendo de Megabits para Megabits ( 50 Mbps -> 6.25MBps)

Limite Trafego: 15GB -> Convertendo de Gigabytes para Megabytes ( 15GB -> 15360 MB)

Ora se dividirmos o trafego pela velocidade obtemos o tempo necessário, em segundos para o esgotar:

15360 / 6.25 = 2457.6s

Convertendo para minutos:

2457.6 / 60 = 40.96 min

 

Basicamente, à velocidade contratada, o plano Ilimitado "TMN 4G" poderia chamar-se "TMN 40 Minutos".

 

Esgotando este trafego, a velocidade é ativamente limitada a 128Kbps, o que equivale a 0.25% da velocidade contratada. Não 25% mas 0,25% da velocidade contratada. O que, a meu ver, é uma ação que limita ativamente a trafego que se pode realizar, daí o termo "Ilimitado" ser enganador e leva ativamente a uma situação de fraude para com o cliente. Os operadores usam a desculpa de que como nunca desligam a conexão, apenas a limitam a velocidade, o trafego é efetivamente ilimitado.

Gostaria, a ANACOM analisasse esta questão e que tomasse uma posição que impedisse a exploração dos clientes por parte das operadoras com planos "ilimitados" aliciantes com fidelizações enormes de 2 anos.

Mas pronto, vou aguardar a resposta da PT a ver o que me dizem…

Mas, esta é a minha história, e é com a TMN. Mas todos os operadores usam os mesmos planos, com os mesmos valores, com as mesmas politicas e com as mesmas restrições…

E como aqui já demonstrei o meu conhecimento sobre vários assuntos, PUMBA um doutoramento, com 11 valores…

Um abraço a todos…

(este post foi escrito de acordo com a porcaria do acordo ortográfico)

domingo, março 25, 2012

E agora com ainda mais finesse...

Bom, para todos os efeitos, este post é apenas para testar o blogger atravéz do android.

Cumprimentos a todos.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Estado Liquido

Estamos num momento em que o Estado está a tentar consolidar as contas publicas e liquidar as dividas. Para isso o Estado está a recorrer aos contribuintes, “limpando-lhes” o pouco que resta de modo a conseguir recuperar as contas publicas e a Economia.

Porém, toda a gente reclama, toda a gente barafusta, mas ninguém toma medidas. O que acontece é que, para o bem ou para o mal. o actual governo herdou um problema indesejado que  se chama “crise”. Este governo está a tentar o melhor que pode para conseguir livrar-se deste problema, mas temo que esteja a causar um problema ainda maior. Para uma resolução rápida, este governo vai buscar tudo o que pode aos contribuintes, de forma exagerada. Neste modelo sócio-económico baseado no monetarismo e consumismo, o consumo faz crescer a economia, e a falta do mesmo provoca recessão. Este é um facto de uma economia de consumo. O grave problema deste modelo é a distribuição de riqueza.

Quando a riqueza se tende para estar distribuída homogeneamente, a inflação é reduzida, o crescimento económico é sustentado, mas, quando a riqueza tente a encontrar-se distribuída por um grupo reduzido, a inflação tende a desregular-se e a ter um comportamento instável, o crescimento económico entra em recessão. Este comportamento leva a um ciclo difícil de quebrar. O crescimento negativo potencia o desemprego e a quebra salarial da classe produtiva, que leva a uma redução do consumo, que provoca um decréscimo nos volumes de vendas, que leva a um agravamento do crescimento económico, que novamente por sua vez, leva a uma aceleração do crescimento dos níveis de desemprego, que novamente vai provocar quebras no consumo.

Este modelo é o modelo sobre qual a nossa economia se rege. Com as empresas de serviços e sectores primários a adotarem politicas de “Lay off”, despedimentos e falências, o consumo começa a reduzir, levando a um desequilíbrio da balança de produção versus consumo, para o lado da produção. Isto provoca que haja um decréscimo na procura desvalorizando o produto, prejudicando na venda, levando as empresas a reduzir a produção. Este clima, mantido, provoca um excesso de mão de obra para a produção que se pratica, levando ao despedimento de pessoas na produção industrial. Isto vai afectar gravemente o próximo sector, o comércio. Havendo um número crescente de desempregados, vai haver um número decrescente, na mesma proporção, de “clientes” ou “consumidores”. Esta situação provoca por sua vez um decréscimo nas vendas deste sector. As lojas vão necessitar de minimizar os lucros por venda de modo a potenciar as vendas e reduzir o risco de colapso e falência. A acompanhar este comportamento, o despedimento de vendedores de loja vai aumentar ao grupo de génese do problema. A partir daqui o ciclo reestabelece-se e deixa de haver controlo efetivo do problema.

Mas depois desta visão do problema, o que poderá ser feito? Apenas poderá ser estabelecido padrões de competitividade que não lesem os trabalhadores, geração de emprego, e redução dos níveis de pobreza na população, criando condições favoráveis á distribuição da riqueza.

Para a economia ressuscitar temos de ter a consciência que o modelo consumista precisa de ser sustentado e para isso termos de considerar as pessoas como os órgãos principais desse sistema, e são estes que bombeiam o sangue que mantem este modelo vivo. Temos de ter consciência de que o modelo consumista baseia-se no principio de que as pessoas consomem, mas que para isso, é preciso que as pessoas tenham dinheiro, pois o dinheiro tem de circular, e só assim, o dinheiro gerará mais dinheiro.

Só assim o Estado conseguirá sobreviver a esta crise e conseguir a liquidez que precisa para cobrir a divida publica e conseguir manter o Estado Social.

Neste ponto, não sei se fiz muito sentido, mas são apenas as minhas divagações, e eu não percebo muito desta coisa.

 

Cumprimentos a todos.

quinta-feira, julho 14, 2011

Quotidiano sem grande novidade…

Bom, escrevo neste blog com pouca frequência mas, quando escrevo escrevo algo que me interesse. Neste momento o que me interessa é a falta de interesse. A situação política do país continua em baixo, apesar do novo Primeiro-Ministro estar a fazer o que lhe compete; a vida quotidiana resume-se a casa-trabalho-casa, sem novidades, sem interesse.


Bom, interessantemente, vou ficar por aqui. Até porque se tinha algum leitor devo o ter perdido 4 linhas atrás. 


Bom, cumprimentos a todos.

segunda-feira, março 14, 2011

Estou de volta

Bom, já lá vai uns tempos que escrevo aqui mas estou de volta.

E que coisas vou falar hoje? Vamos ver, acontecimentos importantes dos últimos dias, Manifestação “Geração à Rasca”, sim senhor, uma manifestação bem executada.

Estive presente na manifestação “Geração à Rasca” no Sábado passado e posso dizer que foi um sucesso. Quanto mais não seja pela adesão em massa das várias gerações. Novos e velhos, empregados e desempregados, malta a contrato, a recibos, bolseiros e estagiários. Estava toda a gente representada lá. Esta foi uma manifestação que se realizou de forma pacifica mas animada. Animada pela vontade de mudar este país.

Desde que cheguei, mais os meus amigos do costume, subimos a Avenida da Liberdade e paramos em frente ao primeiro grupo de desfile e lá ficamos, na faixa central da avenida, no meio da torrente de pessoas que desfilou até ao Rossio. Imensa gente, tudo com o sentimento conjunto de afirmação e reivindicação de direitos e condições. Foi algo fantástico de se ver.

Esperamos agora que esta catividade mostre resultados.


No outro lado do Mundo, no Japão, coisas terríveis acontecem… Terramoto, Tsunami, Explosões em Reatores Nucleares, e para animar a festa, vulcões em erupção.

Num país que está constantemente a ser abalado por sismos, o sismo de 8,9 na escala de Richter foi um susto enorme mas, o país já está preparado para este tipo de abalos… Mas, apesar de toda a preparação contra sismos vale contra um Tsunami. Infelizmente, após os abalos, o temível aconteceu… O Japão foi assolado por um Tsunami de 10 metros de altura que, literalmente, varreu tudo por onde passou, deixando edifícios reduzidos a escombros. Em cidades habitadas por 17000 pessoas, cerca de 10000 foram dadas como desaparecidas…

Neste momento o número de mortos já ascende aos 1500, números inferiores à tragédia do Haiti, é certo, mas não menos preocupantes. Durante as réplicas de ontem, que provocaram danos por todo o país, uma das centrais nucleares do Japão sofreu explosões nos reatores 1 e 3 e ficou com o reator 2 descativado, isto numa central que possui 6 reatores. Apesar disto, as fugas de radiação estão controladas e não há sinais de aumentos de radiação a partir dos 5 km da central.

E, para animar a malta, ainda entrou em erupção um dos vulcões ativos do Japão. Possivelmente acordado pelos abalos, o vulcão entrou em erupção para complicar um bocadinho mais a situação.

A demonstrar a cultura civilizada do Japão, a comunidade está a tentar recuperar ordeiramente a normalidade, não se verificando nenhuma onda de terror e assaltos que geralmente acontecem nas civilizações ocidentais.

Neste momento, os meus pensamentos estão com o Japão e desejo sinceramente que recuperem depressa e que não hajam novas vitimas desta tragédia.


Num apontamento nacional, o nosso Primeiro-Ministro Eng.º Sócrates, decidiu que para bem nacional o Golfe deveria pagar apenas 6% de IVA contrariamente aos 23%.

A malta da manifestação de sabado passado já está muito mais tranquilizada pois sabe que a apartir de agora pode não ter dinheiro para transporte, alimentação ou até mesmo ter emprego, mas pode ir jogar golfe pois agora é mais barato.

Apenas digo isto ao Sr. Engº Sócrates : “Tenha juizo caro senhor…”

 

Tenho dito.

 

Com os melhores cumprimentos a todos os que liam este blog, que não deviam ser muitos mas certamente seriam bons, e cá vos espero novamente para lerem as minhas insanidades.

Um grande abraço.

terça-feira, setembro 22, 2009

Sugestões de Procura do Google…

Bom, como sabem, no Google, quando escrevem algo na pesquisa vão aparecendo sugestões de pesquisa em uma janela de cascata em baixo do campo de pesquisa… Algumas são úteis… e as restantes?

Vejam o exemplo do que me apareceu quando comecei a pesquisar por algo começado por “Como”… Divinal…

Howto

Pensei que qualquer pessoa com idade suficiente para navegar na internet à procura de informação, não precisasse de saber este “como”… e retorna 791000 resultados… há muita gente a explicar… Divinal….

 

Cumprimentos,
Vítor Monteiro

quarta-feira, setembro 09, 2009

Noite de Trovoada

Esta noite não dormi nem uma hora. Estava com a dificuldade para adormecer do costume quando, pelas 3 da manhã, comecei a ouvir uns ruídos que pareciam um motor a arrancar. Não liguei, mas mais tarde voltei a ouvir o mesmo barulho… Não associei directamente a trovoada até porque quando vi pela ultima vez o céu antes de ir dormir este estava limpo. Eis que quando desci para ir beber um copo de água notei pelas frestas das portadas da janela da cozinha (pois estava com as luzes desligadas) um clarão. Prontos, estava a acontecer um dos espectáculos naturais que mais admiro, lá abri as portadas exteriores e lá me deitei a observar o espectáculo. Ainda adormeci por uns momentos mas devido à “potência” da trovoada não consegui dormir descansado e então comecei a ter um pesadelo estúpido que já não me lembro bem do que se tratava, mas envolvia muita chuva, trovoada, gatos e folhas e árvores. Lá acordei, não tinha sequer dormido 20 minutos. Continuei a apreciar o espectáculo à medida que este ganhava intensidade e frequência. As 7 e pouco da manhã o Sol começou a espreitar pelo horizonte e as nuvem sentiram-se intimidadas e começaram a afastar-se, a trovoada começou a perder força até se desvanecer no horizonte oposto ao Sol.

Entretanto hora de levantar, tomar um pequeno pequeno almoço e fazer-me à vida…

Foi uma noite interessante pois consegui visualizar alguns relâmpagos a rasgar o céu de uma ponta à outra, sempre sem chover… Só a partir das 7 da manhã começou a chover, até lá tinha sido trovoada seca… Pouco relâmpagos se dirigiam ao solo, a maior parte atravessava o céu por entre as nuvens e dissipavam-se… Alguns caíam com veemência, relâmpagos imponentes a dirigirem-se ao solo no horizonte. Alguns desencadeando trovões que faziam com que as paredes de casa vibrassem e provocasse um eco gutural dentro de casa…

Acho a trovoada fantástica, quando era miúdo tinha muito medo, entrava em pânico quando trovejava durante o dia e faltava a luz, só por pensar que iria estar sem luz à noite e que se estivesse a trovejar não teria o conforto da Televisão para me distrair. Mas o tempo foi passando e o medo foi transformando-se em respeito e admiração. Gosto de ver a trovoada. Sinto um misto de admiração com um certo desconforto por saber que é uma força potencialmente destruidora. Lembro-me de ser miúdo e toda a gente avisava por causa dos relâmpagos que podiam cair e fulminar uma pessoa que andasse à chuva durante a trovoada… Ou que se abrigasse debaixo de uma árvore. Agora aprecio-a, desde o relâmpago que rasga o céu com um toque de arte e força, que esculpe a sua forma através das nuvens e marca tudo o que toca, até ao trovão que ecoa nas paredes de casa até nos chegar ao corpo e nos deixar com um certo desconforto do estômago. É sem duvida um dos mais fascinantes fenómenos da Natureza… Sem duvida…

Lembro-me de uma ocasião, fim dos anos 80 ou no inicio dos anos 90 não sei ao certo… 92 talvez, acho que tinha 9 anos na altura… Estávamos, os meus pais, a minha irmã, eu, os meus avós maternos e não me lembro ao certo de quem mais. Foi na noite de aniversário do meu pai. Estava a noite quente, em Agosto, começava a trovejar ao longe, o meu pai como sabia perfeitamente que tanto eu como a minha irmã tínhamos medo da trovoada, mandou-nos para a tenda dormir até porque já era bastante tarde. A trovoada foi ganhando força à medida que o tempo avançava, não tardou em se tornar uma trovoada bastante forte, e nós a acampar no meio do monte, apesar de ser num parque de campismo. Não tardou com a força de um trovão mais potente tanto eu e a minha irmã acordamos e fomos para o pé dos nossos pais porque estávamos com medo. Não tardou a piorar, de tal modo que as pessoas começaram a sair das tendas para se irem refugiar nos balneários que são edifícios de betão. Nós também fomos. A trovoada foi piorando noite dentro, transformou-se numa tempestade tropical que assentou sobre aquela zona. Ganhou tanta fúria que houve pessoas que ao sair da tenda congelaram de medo com os relâmpagos e trovões que se abatiam sobre o parque. A trovoada piorou, e piorou, e piorou… Só de manhã começou a amainar, a perder força. O dia começou a clarear e o céu em breves momentos ficou limpo… Pouco choveu, praticamente só choveu já perto da manhã. As pessoas começaram a deslocar-se para as suas tendas para dormir um bocado. Mais de metade do parque aterrorizados com o que se tinha sucedido abandonaram o parque nesse momento. Lembro-me claramente do cheiro a chuva e pinho. Ouvia as pinhas nos pinheiros bravos a estalar e a caírem ao chão. Estava uma manhã radiante. Assim sendo, eu e a minha irmã fizemos o que qual miúdo faria depois de uma noite destas… Com uma manhã tão bonita e o Sol a raiar só uma coisa podíamos fazer… Ir para a piscina e aproveitar o dia…

Bom, já chega de histórias… Há mais coisas para fazer…

Cumprimentos.